g a z e t A n a


quebra-cabeça

Londres é um lugar aonde as peças do quebra-cabeça da minha cabeça começaram a ser montadas. Quando sai do Brasil não tinha claro o que seria a mudança, o recomeço aos 26. Moro numa casa com muita gente, mas tenho contato maior com uma alemã, filipina e um inglês. Na primeira casa com uma taiwanense. No trabalho, espanhóis, indiano e brasileiro. No segundo trabalho, com ingleses, brasileiros, lituana, sérvio e croatas. Na escola tive contato com japoneses, colombianos, peruanos, bolivianos, coreanos, suíços, turcos, italianos, belgas, franceses, árabes (de diferentes países), espanhóis, ingleses, indianos, alemães. É uma mistura muito grande em um único lugar.

Sou uma latino-americana, que sempre gostou de história. Posso dizer que a história da vida privada dos lugares me encanta há muito tempo. O que aconteceu foi que, nesse tempo, pude saber um pouco de alguns países através de um cidadão civil qualquer e, que como eu, estava em Londres por algum motivo.

Não, não formei uma teoria. Nem tenho bagagem teórica para fazer isso. O que aconteceu é que pude transformar minha estadia londrina em uma experiência antropológica, com um contexto diferente. Pois não estava numa pesquisa de campo em um lugar específico, observando uma cultura diferente. Estou num lugar com sua própria cultura, que abriga tantas outras diferentes. O palco é o mesmo para todas as nacionalidades.

Pude identificar que os esteriótipos são fortes. Lógico, sempre sabemos disso, mas conviver foi diferente. E isso posso dar um exemplo de situações que aconteceram comigo. Tive diferentes causas da pergunta: você realmente é brasileira? Em determinado contexto era por causa da cor da pele. Em outros, era pelos meus gostos musicais, em outros pela minha vida em Londres.

Posso dizer que em todos a ideologia estava lá. No Brasil só tem negros? Só gostamos de samba? Brasileiros foram feitos para trabalhar?

Hoje fazem com nós, brasileiros e latino-americanos, aquilo que espanhóis e portugueses fizeram com milhões de africanos. Lógico, em diferentes condições. Mas poxa! Não escolhemos que eles fizessem isso.

A princípio achava que a luta de classes poderia ser identificada a olho nu em Londres, mas hoje penso diferente, mas ainda não consigo colocar aqui.

Estou entrando no oitavo mês, é quase uma gestação.

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a rotina.

Em seis meses descobri que a rotina pode ser como um camaleão.

Não foi muito complicado achar o lugar. A única coisa é que não sabia a porta que eu deveria entrar. Mas aprendi logo, e entrei. Achei que seria uma conversa para explicar o que seria o trabalho. Mas não! era o trabalho. “Pega seu uniforme aqui e pode se trocar no banheiro”,  disse o menino que iria mostrar o que eu deveria fazer.

Troquei de roupa, me senti como uma criança que coloca a roupa dos pais. Estava pronta, só precisava saber o que me esperava.

Colaborar numa cozinha. Quem me conhece sabe, não tinha muitas habilidades para fazer coisas de cozinha, mas disse que poderia tentar. “Acho que eu posso tentar. E você, acha que eu posso tentar?”, perguntei ao Cheff que iria ‘auxiliar’. Talvez ele ficou sem resposta, pois pelo que ele viu no meu primeiro dia meu futuro não seria bem sucedido naquela função.

Cheguei em casa e anotei o que teria que fazer todos os dias. A princípio me pareceu complicado, muita coisa. Depois de duas semanas percebi o quanto a repetição é um saco! Tudo fica tão automático que já rola ouvir música e cantar no trampo.  Músicas no trampo já rende outro post, fica para o próximo.

Optei por saber como é trabalhar num restaurante para saber realmente como as coisas funcionam aqui. A estrutura da economia mundial se reflete nas pequenas estruturas. Parece tão óbvio, mas perceber de perto isso é para entender melhor o quanto o sistema é consolidado e ficar sem saber o que vai acontecer diante da crise que já começou.

Além da experiência do laboratório, de quebra tenho uma grana extra por semana. Continuo com o jornal e com a escola. Isso significa correria durante a semana! sem tempo para internet. Mas vamos lá, 3x por semana é suportável! preciso repetir 3x.

 

Como parte do laboratório 2011 a experiência está sendo divertida.

 

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e cansativa. (ainda bem que são 3x por semana!)


a volta.

É melhor fazer do que avisar que vai iniciar algo.

Mas hoje vou dizer que volto a escrever por aqui.

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Aguardem.


Laranjas da comunicação

O que acontece que a Folha de São Paulo resolveu denunciar os “laranjas” dos meios de comunicação? E com governo que disse que vai fazer o levantamento em um ano e meio? Sendo que esse levantamento do qual a Folha disse ter tido “acesso” agora, já foi divulgado por pesquisas, por coletivos como o CMI e o Intervozes, e até debatido na I Conferência de Comunicação (estaduais e nacional). Até no meu Trabalho de Conclusão de Curso questionei a relação de políticos com as concessões pública de comunicação.

É, se democratizar o debate é a proposta do movimento, se apropriar desse oportunismo da Folha é um desafio. Lutamos contra os monopólios da comunicação, mas precisamos difundir o debate. A tarefa parece impossível, é uma luta contra gigantes. De um lado temos a direita infiltrando-se cada dia mais no movimento, e de outro uma centro-esquerda que já mostra-se decidida no caminho que decidiu andar.

É uma saia justa, e já pode dar uma perspectiva de um futuro não distante.

Bom, se a comunicação é realmente o quarto poder, e essa história for levada a diante, temos que nos mexer. A caixa-preta precisa ser encontrada! Tansparência no processo de concessão é democratizar a comunicação. A palhaçada tem que acabar.

**os links são apenas alguns exemplos.


‘Brasil supera em 4 dias 80 anos sem debate na comunicação’

O sociólogo e professor do Departamento de Jornalismo e Editoração da Universidade de São Paulo (USP), Laurindo Leal Filho, faz um balanço extremamente positivo sobre a 1ª Conferência Nacional de Comunicação que reuniu 1.684 delegados no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília. Nesta quinta (17), último dia do evento, ele ponderou que a Conferência “conseguiu fazer em quatro dias, em termos de análise crítica e propostas consistentes, mais do que se fez nos últimos 80 anos”.
“Era uma discussão que estava interditada. Não se discutia isso no Brasil. A Conferência abriu a porta. Ainda é uma fresta pequena, mas eu acho que ela abriu a porta e a gente tem que colocar o pé nessa fresta para mantê-la aberta e ampliá-la ainda mais”, disse o professor ao Vermelho em meio aos debates acalorados no plenário do evento.

Segundo ele, só por ter aprovado na Conferência a proposta de criação do Conselho Nacional de Comunicação é um fato inusitado. “Isso vai colocar o Brasil, se for concretizado, junto com as principais nações democráticas do mundo onde têm conselhos de comunicação há várias décadas e nós estamos sempre atrasados porque os empresários impediam essa discussão. O debate foi feito e os empresários aqui presentes aceitaram e espero que o governo implante”, disse Leal.

Conselho de Comunicação como instância de monitoramente, formulação e debate da mídia, conforme foi aprovado, já existe nos Estados Unidos desde 1934. Na Inglaterra, começou a funcionar por volta de 1926 após o surgimento do rádio. “Nós estamos atrasados quase 80 anos, temos um passo pequeno, mas em relação a tudo que não tinha é enorme.

Para ele, a Confecom foi um sucesso diante de todas as dificuldades que foram impostas desde o início da construção com empresários fazendo uma série de exigências e parte deles se retirando do processo. “Agora mesmo, durante a Conferência, (empresários) fazendo mais exigências, quase tornando o governo e a sociedade civil reféns deles, ainda assim tudo foi superado”.

Rádio comunitária

Além da universalização da banda larga, de extrema importância para a democracia brasileira, o professor destacou como importante a decisão a favor da recuperação das agências regionais do Ministério das Comunicações e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

“Hoje para se legalizar uma rádio comunitária, por exemplo, o sujeito que não tem condição de comprar um microfone, tem que vir a Brasília não sei quantas vezes para dar andamento aos papéis, pura burocracia. Por isso, é fundamental ter essas agências para resolver o problema lá na base”, defendeu.

Ele diz que essa nova estrutura vai ajudar na fiscalização das emissoras comerciais que ferem a legislação existente hoje. “Não há órgão nenhum para controlar isso. Acho que essa é outra questão importante que tem que ser implantada a partir da decisão da Conferência”, diz.

Da Sucursal de Brasília,
Iram Alfaia

Do Portal Vermelho


Quanto custa?

Fui comprar blocos de anotação. Procurei pelos que eram feitos de papel reciclado, comprei dois de papel normal.

Custou mais barato comprar dois de papel normal do que um com reciclado. É a mesma coisa que querer comprar alimentos orgânicos. Pra quem são produzidos os alimentos orgânicos e/ou feitos os produtos de material reciclável?

POR FAVOR.


Cair ou oscilar negativamente?

Compreendo que sou um caso específico das inúmeras pessoas que estudam “jornalismo”. Posso não lembrar qual das faculdades que assisti a aula sobre “manchetes”. Que o jornalista pode dizer a verdade, mas a forma com que coloca tal verdade pode alterar a compreensão do leitor.

Nesta terça-feira (08), o Estadão anunciou a pesquisa da CNT/Sensus com a entrada da senadora Marina Silva no cenário. Bom, é óbvio que os números tendem a mudar. Além de faltar 13 meses para o fato eleitoral se consumar, os cenários mudam e oscilam com cada movimentação, tanto política quanto econômica.

Mas o que me chama atenção é a forma com que colocam a pesquisa. A manchete anuncia: “Dilma cai e Serra oscila negativamente em nova pesquisa”.  O histórico do Estadão não é novidade mesmo, mas achei que seria um bom exemplo para aulas como a que assisti em alguma das faculdades que estudei. “Cair e oscilar negativamente”.

A matéria: http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac431264,0.htm


Evo Morales é declarado pela ONU “Herói Mundial da Mãe Terra”

Do portal vermelho

O presidente da Bolívia, Evo Morales, foi nomeado no sábado (30) pela Assembleia Geral da ONU “Herói Mundial da Mãe Terra”. O reconhecimento foi entregue pelo presidente da entidade, o nicaraguense Miguel D’Escoto.

Em uma cerimônia realizada no Palácio Quemado, sede do governo boliviano, em La Paz, Morales recebeu de D’Escoto uma medalha e um pergaminho, no qual havia um texto que reconhece o presidente, primeiro indígena a governar o país, como “o máximo expoente e paradigma de amor à Mãe Terra”.

Segundo o presidente da Assembleia da ONU, que também é sacerdote e já foi chanceler da Nicarágua, a distinção se deve ao trabalho do boliviano para preservar os valores dos povos originários.

“Sua mensagem tem um grande impacto. A mensagem que ele nos trouxe é a de que não devemos tratar a Terra como mercadoria, porque nós necessitamos dela e ela necessita de nós”, afirmou.

A ideia de conceder a distinção a Morales, revelou D’Escoto, partiu de uma iniciativa do rei Abdullah da Arábia Saudita.

Após escutar um discurso do boliviano em defesa da Mãe Terra, o líder saudita sugeriu convocar uma reunião da Assembleia Geral da ONU para discutir maneiras de resgatar conceitos ancestrais a fim de combater a mudança climática.

Ao receber a medalha e o pergaminho, Morales agradeceu às Nações Unidas e dedicou o reconhecimento aos povos originários e antepassados, que segundo ele sempre defenderam os direitos da Mãe Terra.

“Este não é um reconhecimento para Evo Morales, mas a nossos antepassados, aos povos originários que sempre defenderam a Mãe Terra”, disse.

Até hoje, somente dois outros líderes haviam sido designados “heróis mundiais” pela ONU. São eles o ex-presidente cubano Fidel Castro, “Herói Mundial da Solidariedade”, e o falecido ex-presidente da Tanzânia Julius Nyerere, nomeado “Herói Mundial da Justiça Social”.

“O que queremos fazer é apresentar ao mundo estas três pessoas e dizer que elas encarnam as virtudes e valores dignos de serem copiados por todos”, ressaltou D’Escoto.

O presidente da Assembleia Geral da ONU lembrou que Morales “foi quem mais ajudou as Nações Unidas a declararem o 22 de abril como Dia Mundial da Mãe Terra”.

Em janeiro, o mandatário boliviano conseguiu aprovar em referendo uma nova Constituição para o país, que estabelece um Estado “plurinacional” e contém uma série de artigos relacionados aos direitos dos povos ancestrais e à defesa da Mãe Terra, chamada pelos andinos de Pachamama.

Fonte: Agência Ansa


Artista francês vai escalar Paço da Liberdade

O Paço da Liberdade recebe na próxima segunda-feira (17) o espetáculo de rua “Os Urbanólogos” dos artistas franceses Jean-Marie Maddeddu e Antoine Le Menestrel. Enquanto um interage com o público no solo, através da música, o outro escala as paredes usando apenas o seu próprio corpo. O espetáculo tem aproximadamente uma hora de duração e já levou os artistas a escalarem locais como a Plazza Mayor, em Salamanca (Espanha), a Catedral de Gap, na França, o Relógio Cósmico de Mântua (Itália), Ópera de Lyon, de Avignon (França), o Palácio dos Festivais de Cannes (França), entre outros.

Serviço: Espetáculo “Os Urbanólogos“

Dia: 17 de agosto Horário: 12h30

Local: Paço da Liberdade – Praça Generoso Marques

http://cwbdeluxe.blogspot.com/


Notícias que não são notícas.

Notícia que fiquei sabendo por um acaso.

É, o alarme da casa de um amigo disparou e foi desligado pela central. Ele chegou em casa, e depois de um mais ou menos 1 hora chega o “guardinha” da empresa de segurança da casa dele e conta que demorou por conta de um assalto ao banco Brasdeco da Rua Comendador Araújo. Meu amigo falou que ele chegou assustado, mas não com medo. O segurança relatou a história, acho que não aguentou e precisava contar logo para primeira pessoa que encontrasse.

A história é o seguinte: “entraram no banco, quebraram uma daquelas paredes de vidro, pegaram a TV de LCD e para a surpresa não roubaram nenhum dinheiro. Apenas defecaram em cima de alguns caixas eletrônicos”. O segurança não achou nada agradável a situação e perguntou para o “guardião” que fica no banco como ele conseguiria ficar ali até outro dia (hoje, sábado).

Então, você que é correntista do banco Bradesco e costuma utilizar dos serviços de caixas eletrônicos da agência da Rua Comendador Araújo, cuidado. Além da gripe suína, pode correr riscos de ser infectado por outras coisas. Não esqueça de utilizar máscara.